Quem é Shaquille em Um Mundo Diferente? Cornell Young IV fala sobre faculdade, relação com Deborah e mais - Netflix Tudum

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     Antes de Um Mundo Diferente, Cornell Young IV era um ‘Troy Bolton da vida real’

    A jornada do ator até a Faculdade Hillman e as dificuldades da vida amorosa de Shaquille.

    Texto original de Ariana Romero
    25 de set. de 2026

Todos os holofotes viraram para Shaquille Johnson assim que ele chegou na faculdade de Lamborghini, nos primeiros cinco minutos do retorno de Um Mundo Diferente. Mas a estrela do futebol americano chamou a atenção do ator Cornell Young IV muito antes. Cornell, que também foi atleta na faculdade, sabia que estava predestinado a interpretar Shaquille assim que leu o roteiro da audição. 

“Eu sabia que precisava daquilo, sabia que era para mim. Eu sei quem é o Shaquille, seus movimentos, eu conheço esse cara. Ele já fazia parte da minha vida há muito tempo”, conta o ator. 

Cornell, que tem seis irmãos, cresceu em St. Louis e entrou para o campo logo cedo. “O esporte era tudo para mim. Eu amava filmes e apareci em algumas peças da escola, mas deixei isso de lado. Não achei que iria além disso.” A ideia de ser ator nem se comparava com as luzes do estádio de futebol americano. Então, ele entrou para a Universidade McKendree como jogador ofensivo.  

“Eu achava as aulas de marketing chatas, então precisava de algo para equilibrar.” A solução para quebrar a monotonia? Teatro. “Eu era o Troy Bolton da vida real”, diz Cornell, fazendo referência ao personagem de High School Musical que se divide entre os esportes e a atuação. “Troy saía do treino de basquete e ia para o ensaio. Eu era assim. Fazia a galera do futebol assistir às peças. Eles se sentavam na primeira fileira e tentavam me fazer rir.”  

Saiba mais

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    Seis amigos sentados lado a lado em um sofá, em uma sala de estar aconchegante, envoltos em uma manta floral, relaxados e aproveitando a companhia uns dos outros. O ambiente é caloroso, convidativo e descontraído, com bebidas na mesa à frente.

Depois de participar do romance adolescente da Netflix Para Sempre, Young está prestes a fazer o mundo rir e sentir várias outras grandes emoções ao lado do elenco de Um Mundo Diferente. Quase 40 anos após a estreia da série, a sequência da Netflix segue uma nova geração da Faculdade Hillman que vive novas amizades, romances e obstáculos. Shaquille precisa equilibrar seu romance complicado com a colega Deborah Wayne (Maleah Joi Moon), a competitividade entre colegas de time e seu luto pela mãe, que tinha como último desejo enviá-lo à Faculdade Hillman.  

“É uma bênção conseguir impactar alguém, sem nem conhecer fisicamente, por meio da sua arte”, conta. 

Continue lendo para saber o que Young pensa sobre todos os desafios de Shaquille dentro e fora do campo. 

Dois jovens adultos sentados no chão em um encontro casual, abraçados, rindo e segurando bebidas. O ambiente tem velas, uma cadeira com tecido estampado e um ar descontraído, com outros objetos e pessoas parcialmente visíveis no plano de fundo.
FOTO DE ELI JOSHUA ADE

O vínculo entre Shaquille e Deborah é uma das relações que definem a temporada 1. Por que eles são tão próximos? 

Ele ama muito a Deborah porque, para Shaquille, ela é a pessoa que mais o entende. Ela sempre o apoia. É uma situação muito complicada, porque ele tem muitas emoções que acaba guardando para si. Ele é jovem e não sabe como se expressar do jeito certo.

Voltando ao início, você sempre foi fã de Um Mundo Diferente? 

Um Mundo Diferente sempre foi uma das minhas séries favoritas. No começo de 2024, eu maratonava e pensava: “A gente precisa de uma série assim de novo”. Três meses depois, recebi a notícia de que Um Mundo Diferente ia voltar. Eu sabia que precisava daquilo, era para mim. Pedi a Deus. 

Quando a lista de personagens foi liberada, soube do papel do Shaquille. Meu agente me perguntou qual eu queria tentar e respondi: “Shaquille. Quero o Shaquille. Não tem mais nenhum”.

Por que o Shaquille? 

Eu sabia que poderia interpretar um atleta. Queria mostrar na tela um jogador de futebol americano que parecesse real. Que fizesse as pessoas falarem: “Ele consegue fazer isso de verdade”.

E você conseguiu o papel! Como foi a transição de Para Sempre para Um Mundo Diferente? 

Para Sempre foi meu primeiro papel em série de TV, minha primeira vez na tela. Eu me lembro que estava um pouco nervoso quando entrei no set. Foi quando conhecemos todo o elenco e deu tudo certo. Foi ali que eu percebi como é legal. Agora todos do elenco são meus parças.

De Para Sempre até agora, a diferença é enorme, porque eu aprendi muito. Ser um dos personagens fixos de Um Mundo Diferente é uma bênção. Estou me divertindo muito. O elenco é ótimo e tem pessoas incríveis. Sou muito grato por participar de duas séries voltadas ao público jovem, ainda mais para jovens negros.

Homem sorridente de camisa xadrez se inclina para conversar com outra pessoa. O ambiente é fechado e há um mural colorido no plano de fundo.

O luto é um aspecto importante na vida de Shaquille. Como a morte da mãe influenciou o primeiro ano dele na Faculdade Hillman? 

É um momento decisivo para qualquer criança. Esse período é fundamental. É só nessa idade que você realmente se encontra. Para Shaquille, metade dele não está mais ali. Não ter o apoio da mãe é muito difícil para ele, e também é complicado pedir ajuda para o pai.

Ron, o pai, também é seu empresário, então acaba sendo meio que o chefe dele. 

O Shaquille precisa lidar com muitas coisas. Ele tem várias batalhas. Quando somos crianças, nossos pais são como super-heróis. São os mestres da vida. Mas, quando crescemos, a gente percebe que eles também têm uma vida complicada. Eles também vivem coisas. E nem sempre fazem o que é certo.

Alguma coisa aconteceu entre Shaquille e Deborah antes de chegarem à Faculdade Hillman. A verdade é revelada ao longo da temporada 1. O que você pode falar sobre isso? 

Para Shaquille, dói muito que a Deborah pense que ele não se importa com ela. Porque, para ele, é tipo: “Garota, eu amo você! Quero você e ponto final.” 

A relação deles demonstra o poder da comunicação. Uma conversa simples no começo do semestre teria esclarecido tudo. Isso mostra como conversar é importante. Espero que as pessoas, principalmente jovens, consigam aprender isso com a série: uma conversa honesta pode ajudar a evitar muitas coisas. 

Então, não perca tempo e inicie uma conversa. Você pode (re)assistir a Um Mundo Diferente na Netflix. E continue acessando o Tudum para saber mais notícias direto da Faculdade Hillman. 

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