





Milhões de pessoas conhecem a magia do autor Roald Dahl, mas somente algumas conseguiram entrar no mundo de pura imaginação de Wonka: O Bilhete Dourado.
“Tivemos a responsabilidade de fazer as pessoas reconhecerem o lugar e se sentirem em casa quando entrassem. Em um filme, metade disso seria computação gráfica, mas os participantes vivenciaram o espaço de verdade”, diz o cenógrafo Chris Batson ao Tudum sobre construir o mundo do novo reality show de competição.
Confeiteiros, consultores de mágica e centenas de artesãos trabalharam durante meses para dar vida à ideia original de Roald Dahl, desde as cachoeiras de chocolate e papel de parede comestível, até os doces infinitos e os ovos dourados. A sala de chocolate virou um país das maravilhas comestível, com flores sabor framboesa e maçãs do amor direto da árvore. Os participantes apareceram (e desapareceram) como mágica pela fábrica com o uso de truques e ilusões. Até mesmo os umpa-lumpas receberam um novo visual.
Mas como a equipe de Wonka: O Bilhete Dourado conseguiu transformar tudo isso em realidade? Continue lendo para saber as respostas para as suas principais perguntas sobre a nova série, que já está disponível.





Após uma seleção nacional, alguns participantes tiveram a sorte de receber uma barra de chocolate, mas sem saber se haveria um bilhete dourado dentro, como no filme de 1971, A Fantástica Fábrica de Chocolate. “Muitas pessoas receberam barras de chocolate, mas só 12 tinham o bilhete dourado. Tivemos emoções, lágrimas, felicidade e incredulidade dos selecionados quando souberam que iriam para a Fábrica de Chocolate”, conta a showrunner Alison Holloway sobre a abertura da série e as reações dos competidores.
“Buscamos pessoas interessantes e que queriam estar nesse mundo, por quem pudéssemos torcer”, acrescenta a também showrunner Emer Harkin.

Em 12 semanas, a equipe responsável por Wonka: O Bilhete Dourado construiu o maior cenário já existente: mais de 8.000 metros quadrados divididos entre três estúdios, na cidade de Gold Coast, Austrália. “Acredito que o tamanho desse espaço é diferente de tudo o que já foi feito em reality shows”, diz Emer. Alison complementa que a fábrica foi feita de alvenaria e possui 37.000 metros quadrados. Além disso, cerca de 542 metros quadrados de grama sintética cobriram o piso e mais de 37.000 litros de tinta roxa e dourada deram o aspecto de doce à fábrica.
Antes de embarcar nessa jornada, a primeira pergunta de Chris Batson à equipe foi: “‘Como seria essa fábrica de chocolate e como desenvolvê-la?’. Esse foi o nosso ponto de partida. Queríamos que o cenário tivesse todos os detalhes da fábrica dos anos 1970 que conhecemos e amamos”.
O resultado foi um parque de diversões gigante e colorido, com um toque surreal nas engenhocas mirabolantes de Willy Wonka. “Além de garantir que as pessoas reconhecessem e gostassem do espaço, representamos uma fábrica em funcionamento por meio do maquinário. Willy Wonka é um homem recluso, então não haveria uma tecnologia contemporânea. Ele desenvolveria suas próprias invenções, em um estilo gótico moderno tanto nas máquinas quanto no design”, explica Chris.

No primeiro filme, tudo na famosa sala de chocolate era comestível, e a equipe da diretora de arte Caila Heritage reproduziu esse espaço impressionante nos mínimos detalhes. “Tivemos que comer muito bolo, mas não posso reclamar”, brinca a diretora. A equipe precisou experimentar cada invenção culinária para testar o sabor e a aparência na televisão. As restrições alimentares dos participantes também foram registradas com antecedência e respeitadas, para que todos pudessem provar cada guloseima sem nenhuma intercorrência.
A showrunner conta que a produção buscou confeiteiros locais e pessoas que trabalharam em programas como Isso é um Bolo?, que tinham conhecimento sobre o que funcionaria ou não no cenário. Então, esses profissionais experientes mostraram o que poderia ser feito e, depois, alguns sabores e cores foram ajustados.
Um verdadeiro paraíso para todos os sentidos, o cenário tinha grama de alcaçuz com sabor de limão, árvores de maçãs do amor e centenas de flores com diversos sabores (caramelo, banana, manteiga de amendoim, caramelo amanteigado, morango e framboesa). “Você jamais comeria uma flor esperando que tivesse gosto de manteiga de amendoim. Esse era o objetivo, porque estamos falando do diferentão Willy Wonka”, explica a diretora. Além das plantas deliciosas, o departamento de arte usou mais de 18.000 litros de mel e 3 quilômetros de papel de parede comestível em vários desafios.
Bem, nem tudo era comestível. Enquanto a sala de chocolate parecia saborosa, o rio de 100.000 litros de cobertura de chocolate, segundo Alison, não era bem um doce. Ele era uma mistura especial, feita em Los Angeles e transportada pelo oceano em 93 tanques gigantes. De acordo com a empresa Blair Adhesives, a série usou mais produto com viscosidade de chocolate do que qualquer outra produção na história de Hollywood. “Demorou seis semanas para chegar. Ficamos muito preocupados porque, sem o rio de chocolate, não existiria a fábrica”, diz a showrunner.

“A voz de Gene Wilder foi uma ideia que surgiu desde o começo. A única pessoa que poderia ser Willy Wonka na versão em inglês era ele”, diz Alison sobre o primeiro ator que deu vida ao personagem. Wonka: O Bilhete Dourado não conta com apresentadores, em vez disso, há uma voz onipotente (e, às vezes, sinistra), que só poderia ser a dele.
Porém seria necessário ter a autorização da pessoa que mais conheceu essa voz: a esposa de Gene Wilder, Karen, que permitiu que a produção recriasse o humor, a irreverência e o tom do ator. “Ter essa aprovação da viúva dele foi fantástico. E esperamos que ele tenha ajudado a guiar esse projeto, de onde quer que esteja”, complementa Alison. Karen abriu sua garagem e encontrou gravações e audiolivros antigos. Emer conta que cada frase, transição e entonação foi analisada com cuidado de uma forma muito significativa, e que acertar a voz de Willy Wonka foi um processo trabalhoso, mas lindo.

Rusty Goffe, que interpretou um umpa-lumpa no filme original, retornou para ajudar na nova representação. “Quem melhor do que ele para nos explicar como caracterizar os umpa-lumpas de maneira significativa e respeitosa?”, questiona Emer. Com o ator guiando, a equipe criou a versão de 2026 dos personagens em um trabalho realmente colaborativo, segundo a showrunner. Rusty também encorajou a equipe a refletir sobre o mundo de hoje. “Então, trouxemos umpa-lumpas modernos de vários tamanhos e formas, como deve ser na vida real. Todas as pessoas são bem-vindas”, explica Alison.

Sim. O consultor de mágica Adam Mada foi responsável pelos truques de desaparecimento da série, inclusive no desafio do chiclete no primeiro episódio. Segundo ele, esses momentos de magia não são jogos de câmera, mas ilusões práticas. Não havia fumaça, fundo verde, ou edições. Nos bastidores, Adam contava com uma equipe de cinco pessoas, cada uma com uma função específica para fazer o truque parecer real para os participantes. “Foi incrível para a pessoa que ficou. Ela estava chocada e não fazia ideia de onde seus colegas tinham ido parar. Além disso, não sabíamos quem iria desaparecer e quem pegaria a bola de chiclete dourada”, conta o ilusionista.

A Wonkavisão foi uma lição bem difícil para Mike Teevee aprender a não ficar grudado na televisão. Na versão 2.0, os competidores participaram de vários desafios de jogos, mas ninguém foi encolhido ou teletransportado de verdade dessa vez.
Para fazer o truque do “teletransporte”, Adam criou uma ilusão de caixa que desaparece sem precisar de jogos de câmera ou computação gráfica. “A ideia original era criar uma ilusão que funcionasse nas gravações e que tivesse dentro das regras da Wonkavisão e da fábrica em geral. Precisava ser um truque flexível, porque a cada jogo havia de quatro a oito pessoas sendo transportadas. A ilusão também funcionou tanto na TV quanto para os participantes dentro do set”, explica o ilusionista.

O Wonkavador (ou o Grande Elevador de Vidro) não demora para aparecer, já que é o meio de transporte dos participantes para áreas inéditas da fábrica. Cada piso conta com vários testes e jogos que desafiam os julgamentos, a moral e a astúcia deles. No entanto (alerta de spoiler!), os elevadores não sobem e descem de verdade. São efeitos especiais e luzes que fazem parecer que estão indo em várias direções da Fábrica de Chocolate. É como se fosse mágica!

Dinheiro para a vida toda! O que significa cerca de 3 milhões de dólares, garantindo à pessoa vencedora um salário anual de seis dígitos por 30 anos. Contudo, é melhor ler as letras miúdas do contrato de Willy Wonka, só por garantia.



































