





ONE PIECE: A Série estreou na Netflix em 31 de agosto.
A primeira adaptação live-action do mangá mais vendido de todos os tempos chegou. A saga épica em alto-mar acompanha as aventuras de Luffy, um jovem otimista que tem um único sonho: se tornar Rei dos Piratas.
Com milhões de fãs apaixonados pelo mundo todo, ONE PIECE é um verdadeiro fenômeno cultural: uma história ainda em andamento sobre um grupo de desajustados que se junta para fazer parte da fiel tripulação de Luffy, os Chapéus de Palha.
Produzida pela Tomorrow Studios e pela Netflix em parceria com a Shueisha, a série live-action tem Eiichiro Oda, criador da história original, como produtor executivo. Matt Owens e Steven Maeda atuam como roteiristas, produtores executivos e showrunners. Marty Adelstein e Becky Clements também assinam a produção executiva.
Atualmente, ONE PIECE: A Série é o título mais assistido do mundo na Netflix, com 37,8 milhões de visualizações em menos de duas semanas desde a estreia. A série chegou ao Top 10 em 93 países, estreando em 1º lugar em 46 deles, e recebeu o selo Certified Fresh no Rotten Tomatoes, com 96% de aprovação do público com base em mais de 10 mil avaliações — uma das melhores pontuações já registradas pela plataforma. O sucesso também tomou conta das redes sociais: só a hashtag #onepiecenetflix já soma mais de 4 bilhões de impressões de busca no TikTok, e a série segue repercutindo mundo afora. Os perfis do elenco no Instagram ganharam milhões de seguidores nos últimos meses. A franquia acompanha o jovem pirata Monkey D. Luffy (Iñaki Godoy), que cruza os mares com sua tripulação, os Chapéus de Palha, em busca do misterioso tesouro One Piece. A Netflix renovou a produção em 14 de agosto.
A adaptação parte exatamente do início da história de Luffy, revelando aos fãs de carteirinha e a quem está chegando agora as versões live-action dos personagens, vilões e lugares mais famosos do mangá. Não importa se você acabou de embarcar nesta aventura ou já navega com a franquia há anos, este guia traz tudo o que você precisa saber, com respostas do próprio Oda.

O universo de ONE PIECE nasceu da mente do escritor e ilustrador japonês Eiichiro Oda. Criada como uma aventura pirata em formato de série de mangá, ONE PIECE foi lançada em julho de 1997 na revista Weekly Shōnen Jump. Fez tanto sucesso entre os leitores que os quatro primeiros capítulos ganharam uma edição encadernada em dezembro do mesmo ano. De lá para cá, já são 105 volumes publicados (e a contagem não para), todos escritos e ilustrados por Oda.
Em 1999, a Toei Animation produziu uma série animada em 2D de ONE PIECE, baseada na obra de Oda. A série deu vida e cores a Luffy e aos Chapéus de Palha ao recontar como tudo começou. Para os leitores dedicados de ONE PIECE, foi uma forma um pouco diferente de mostrar a história, além de uma porta de entrada para quem nunca tinha lido o mangá, incluindo fãs de anime. Atualmente, são 20 temporadas e mais de 1.000 episódios de aventuras com Luffy e um elenco gigantesco de personagens.
O universo de ONE PIECE também ganhou filmes de animação para os cinemas. Desde março de 2000, já são 15 longas que acrescentam histórias inéditas à mitologia ou revisitam arcos já conhecidos nas telonas. Para os gamers de plantão, a Bandai lançou 40 jogos diferentes ambientados nesse universo, e os personagens de ONE PIECE também marcaram presença em jogos da Shōnen Jump.
No mundo da literatura, William Shakespeare segue como o escritor de ficção mais vendido de todos os tempos, com cerca de 4 bilhões de exemplares. Apenas algumas posições abaixo na lista está Eiichiro Oda. Com 516,5 milhões de cópias vendidas de ONE PIECE, ele é o único autor e ilustrador de mangá a figurar no Top 10, um feito que o coloca entre os criadores mais influentes da história do gênero. Com 105 volumes de ONE PIECE publicados até o momento, Oda é um dos raros autores a manter uma identidade criativa própria ao longo de uma narrativa seriada que continua em andamento. Ele planeja concluir a obra pessoalmente até 2025.
Uma curiosidade que talvez nem os fãs mais antigos saibam: Oda sempre quis adaptar ONE PIECE para uma série live-action. O caminho até isso acontecer foi cheio de tentativas frustradas e projetos que não saíram do papel, até a Netflix fechar parceria com a editora Shueisha e a Tomorrow Studios para trazer Luffy e sua tripulação eclética de ladrões, lutadores e sonhadores para o mundo real.
Como produtor executivo da série, Oda está profundamente envolvido em todas as etapas do desenvolvimento, da aprovação do elenco à pós-produção, ajudando a definir e aperfeiçoar o tom da produção com atenção aos mínimos detalhes. Ele trabalha lado a lado com os showrunners e produtores executivos Matt Owens e Steven Maeda, além dos produtores executivos Marty Adelstein e Becky Clements, da Tomorrow Studios. O resultado é uma série construída em conjunto com o criador original, o que garante aos fãs do mangá e do anime uma adaptação fiel do ponto de vista criativo.
Sim, e muito. Oda atua como produtor executivo da série e chegou a publicar cartas escritas por ele mesmo (confira abaixo) falando sobre a colaboração e garantindo aos fãs que todos na produção estão muito motivados.
Nenhuma aventura em alto-mar se compara à de ONE PIECE. Desde pequeno, Luffy sonha com uma vida de liberdade, e é em busca dela que deixa sua pequena vila natal para embarcar em uma jornada perigosa atrás do lendário tesouro One Piece, decidido a se tornar o Rei dos Piratas! Mas o caminho até lá exige reunir a tripulação certa, conseguir um navio e cruzar cada centímetro dos vastos mares azuis, sempre driblando a Marinha e despistando rivais perigosos.
Luffy (Iñaki Godoy) e sua tripulação improvável de desajustados talentosos — os Chapéus de Palha — são o coração e a alma da história. Roronoa Zoro (Mackenyu) é um espadachim ambicioso, mas reservado. Nami (Emily Rudd) é uma ladra que guarda seus segredos a sete chaves. Usopp (Jacob Romero) é mais um sonhador com espírito aventureiro. Sanji (Taz Skylar), por sua vez, é um cozinheiro habilidoso e um malandro cheio de charme. Juntos, eles traduzem a essência de ONE PIECE: o poder de realizar sonhos e os laços entre os nakama (amigos próximos), que formam uma família e enfrentam as dificuldades lado a lado.
Os fãs da franquia já se consideram Chapéus de Palha de coração, e a série é mais uma oportunidade de receber ainda mais sonhadores de todos os tipos a bordo da tripulação de Luffy.
O elenco conta ainda com Vincent Regan, Ilia Isorelýs Paulino, Morgan Davies, Aidan Scott, Langley Kirkwood, Jeff Ward, Celeste Loots, Alexander Maniatis, McKinley Belcher III, Craig Fairbrass, Steven Ward, Chioma Umeala e Michael Dorman.
Oda, para quem ainda não conhece bem ONE PIECE, de onde veio a ideia original?
“Quando comecei a escrever ONE PIECE há 26 anos, não existiam muitos mangás de pirata. Como fã de cinema, assisti a praticamente todos os filmes sobre piratas de Hollywood, mas nenhum realmente me empolgou. Meu amor por piratas nasceu, na verdade, dos animes japoneses que eu via quando criança, e eu queria compartilhar essa paixão com o mundo. Foi isso que me fez começar a escrever ONE PIECE.”
Dos filmes de pirata de Hollywood que você assistiu, teve algum que virou favorito?
“Isso só aconteceu uns seis anos depois de eu começar ONE PIECE: gostei muito do primeiro Piratas do Caribe. Antes disso, era difícil achar qualquer referência sobre piratas. Mas, graças ao sucesso mundial do filme, os livros sobre o assunto se multiplicaram e pesquisar ficou muito mais simples.”
Em que lugar se passa ONE PIECE, para quem ainda não sabe?
“Boa pergunta... No início, eu tinha em mente uma ilha simples e agradável, com moinhos de vento, vacas, um navio no porto. Como o próprio Luffy, eu queria partir de algo fácil de desenhar e com uma atmosfera gostosa. A partir daí, fui criando várias ilhas, algumas inspiradas em lugares reais, mas sempre completamente fantasiosas.”

De onde vem o otimismo de Luffy? Mesmo nos momentos mais difíceis, ele está sempre de bem com a vida.
“Isso talvez também valha para outros protagonistas de mangás shōnen, mas uma das minhas filosofias pessoais é não retratar um mundo sombrio demais. Ter um herói como Luffy me permite pegar até as situações mais sérias e, de alguma forma, torná-las divertidas.”

Por que Zoro tem três espadas?
“No Japão, existiu um espadachim real chamado Miyamoto Musashi, considerado o maior de todos os tempos e conhecido por lutar com duas espadas. Minha ideia, um tanto infantil, foi simplesmente fazer Zoro ser ainda mais incrível, dando a ele mais uma espada.”

Por que Sanji só usa os pés para lutar?
“Todos os meus personagens seguem algum princípio ou filosofia de vida. No caso do Sanji, que é chef, pensei que ele faria questão de proteger as mãos, já que precisa delas para cozinhar. A partir daí, foi natural que ele passasse a lutar só com os pés.”

Por que Usopp usa um estilingue? Existe uma história por trás disso?
“O medo é o traço mais marcante do Usopp, então ele precisava de uma arma para atacar a distância. Considerando a simplicidade da vila onde ele cresceu, ter uma arma de fogo seria perigoso demais, e o estilingue surgiu como a escolha mais natural. No fim, o estilo de luta de cada personagem sempre nasce da própria personalidade dele.”

Por que o cabelo da Nami é laranja? Tem a ver com os pomares de tangerina?
“O motivo é bem simples: na época, nenhum personagem de mangá tinha cabelo dessa cor. Eu evito repetir o que já existe.”
ONE PIECE é uma fantasia, mas em que época você diria que a história se passa?
“A inspiração veio da Era dos Descobrimentos, mas é claro que estamos no terreno da fantasia. Ainda assim, tento manter uma certa lógica interna, pensando, por exemplo, em até que ponto a tecnologia teria avançado em cada civilização diante de determinados acontecimentos. É um mundo em que as Akuma no Mi são o principal elemento fantástico. Eventualmente, há personagens que criam robôs, mas ninguém jamais pensou em construir um avião.”
Para quem nunca teve contato com ONE PIECE, mas já ouviu falar do tesouro One Piece, afinal, o que é isso?
“Só vou adiantar uma coisa: não é nada abstrato como a ideia de que o tesouro seriam as amizades ou a experiência ao longo da jornada.”

Oda, por que fazer uma adaptação live-action de ONE PIECE agora?
“Quando comecei a escrever ONE PIECE, há 26 anos, ainda não era possível transformar um mangá assim em filme. Isso mudou quando a tecnologia de computação gráfica e efeitos visuais evoluiu de verdade, abrindo espaço para visualizar praticamente tudo. Depois de acompanhar esses avanços, decidi arriscar: com a equipe certa, talvez desse para tirar o projeto do papel.”
Qual mudança em relação ao mangá e ao anime original mais agradou você?
“Sem dúvida, os personagens e o quanto eles parecem reais. Uma das minhas maiores preocupações era justamente como os Chapéus de Palha ficariam na tela. Mas, junto com a Netflix, chegamos a um resultado que funciona muito bem no live-action, com cada ator trazendo sua própria essência aos personagens. Ao assistir às atuações na série, dá para entender o que quero dizer.”

Qual foi o elemento que você mais fez questão de manter fiel na adaptação live-action?
“Os personagens, os Chapéus de Palha. É claro que, para a adaptação satisfazer os fãs, as cenas favoritas de todo mundo e os momentos mais marcantes precisavam estar lá. Mas o que realmente sustenta a série são os personagens principais: se o Luffy não parecer o Luffy, ou a Nami não parecer a Nami, nada mais importa. Foi por isso que manter a essência dos personagens foi o mais importante.”
Qual foi a sua maior preocupação ao fazer ONE PIECE: A Série?
“O que mais me preocupava era saber se conseguiríamos encontrar alguém que fosse o Luffy de verdade. Assisti a uma quantidade enorme de testes diferentes, e quando finalmente encontrei o Iñaki, fiquei rindo sozinho.”
Por que Iñaki é o Luffy perfeito?
Ao visitar seu próprio estúdio com Iñaki, Oda foi direto com o ator: “Você é exatamente igual à pessoa que eu desenho no meu mangá. Na hora, pensei: é o Luffy. Não consigo imaginar ninguém além de você nesse papel. Sou muito grato por você ter nascido tão parecido com o Luffy.”

O produtor executivo Matt Owens e Mackenyu, como Roronoa Zoro, nos bastidores de ONE PIECE: A Série.
Quais conversas você teve com Matt Owens ao longo do processo? Como foi trabalhar com ele?
“Ele entende ONE PIECE como ninguém. Tivemos, sim, uma fase desafiadora no começo, cheia de tentativas e erros, porque simplesmente não existe uma fórmula pronta para uma adaptação dar certo. Por um bom tempo, tentamos descobrir como transformar a franquia em live-action para um público global. Mas, alguns anos depois, recebi roteiros que provavam que ele e a equipe dele realmente tinham captado a essência dos personagens, o que me deixou muito feliz.”
Teve algum feedback dos executivos da Netflix que ficou marcado ou que você achou engraçado?
“Como sabiam que esse projeto não podia dar errado, os executivos da Netflix trouxeram diversas teorias sobre o que funciona em uma série, baseadas em produções anteriores. Concordei com boa parte, mas também tive algumas ressalvas sobre os rumos que as séries vêm tomando, e fiz questão de expor meu ponto de vista. No fim, conseguimos discutir tudo abertamente, sem meias palavras de nenhum dos dois lados.”
Muitos fãs têm dúvidas sobre a etnia dos personagens, e agora que eles ganham rosto com atores reais, o que você quer dizer sobre a origem de cada um?
“Minhas primeiras respostas sobre a nacionalidade dos personagens, dadas no SBS (Shitsumon o Boshū Suru, coluna especial das edições tankōbon do mangá em que Oda responde a perguntas de fãs, cujo nome equivale a algo como “estou aceitando perguntas”), foram bem despretensiosas. Eu não fazia ideia de que aquilo influenciaria tanto a equipe de produção. Mas, quando começaram a me mostrar candidatos baseados nas minhas respostas no SBS, eles realmente faziam sentido. Percebi que havia alguma verdade nas minhas respostas despretensiosas.”

Entre os vilões desta temporada, você tem algum favorito?
“Não é fácil escolher um só, mas confesso que Buggy me diverte bastante.”
Já que os efeitos visuais evoluíram tanto, tem algum personagem que você está ansioso para ver no live-action?
“Chopper.”
Na primeira vez que você viu um episódio finalizado, o que foi mais surpreendente?
“O que mais senti foi o amor da equipe. Todo mundo na produção sempre dizia que amava ONE PIECE, mas foi só assistindo que percebi, em cada detalhe, o quanto isso era verdade e o quanto conheciam profundamente esse universo. Foi emocionante me dar conta disso.”
Os fãs também prestam muita atenção aos detalhes. Passando pelo mangá, pelos filmes de anime e agora pelo live-action, o que explica essa lealdade tão grande dos fãs de ONE PIECE?
“Sempre me esforcei para criar personagens que conquistassem os leitores de verdade. Acho que é justamente o carinho pelos personagens que faz as pessoas quererem acompanhar cada nova aventura. Se a história dependesse só da trama, duvido que teria esse poder de engajar tanta gente. Acho que é o amor pelos Chapéus de Palha que mantém os fãs tão fiéis a ONE PIECE.”
原作から改変されたけれどうまくいったと納得された部分は?
尾田:
キャラクターです。今回、麦わらの一味のキャラクターをどう描くかについて最も悩みました。結果、Netflix側と擦り合わせができて、実写ならではの麦わらの一味を描くことができたと感じました。実際に作品の中で動いている彼らを観てもらえば、理解できると思います。
逆にここは絶対に守りたいと強くこだわったところは?
尾田:
それも麦わらの一味のキャラクターでした。ファンの気持ちを予想するならば「名シーン」と呼ばれる、みんなが好きなシーンをしっかりキープするということも大事ですけど、何より全体を通して出続けるのはキャラクターだから、ルフィがルフィと思ってもらえない、ナミがナミと思ってもらえないと全部楽しくなくなってしまう。なので、キャラクターを理解してもらうことに一番気を遣いました。
マット・オーウェンズさん(ショーランナー)とご一緒していかがでしたか?
尾田:
彼は今のところ一番の理解者ですね。やはり最初はお互い試行錯誤していたというか、”実写の正解”というものが無いから、どうすれば『ONE PIECE』というものを世界水準で実写化できるのかというのはずっと悩んでいました。何年目かのある時に送られてきた脚本で、「(脚本チームが)キャラクターをつかんだ!」と感じた時は本当に嬉しかった。
Netflixから受けたフィードバックやコメントで特に印象に残ったものは?
尾田:Netflix側はやはり失敗できないという使命を背負っているので、今まで実写ドラマをつくってきた中で得た”成功するためのセオリー”というのをどんどん前に押し出してきました。理解できる部分もありましたが、最近の実写ドラマのつくり方・演出に対して僕が感じていた納得できない方法論もあったから、そこはちゃんと強く反抗して、お互いにしっかりと意見を言い合いました。
ファンの間では「ONE PIECE」のキャラクターたちの人種や国籍について気になっている方もいますが、実写版で生身の人間が演じることになった今、キャラクターの人種についてファンに伝えられることは?
尾田:
僕が国籍についてSBS(*「質問を(S)募集(B)するのだ(S)」の略である質問コーナー)で答えたのは、意外と軽いノリで、製作チームにもそんなに影響を与えるとは思っていなかったんです。結果、SBSに沿ったキャスト候補をたくさん見せてもらえて、納得しやすかったというのはありますね。SBSの軽い答えも嘘ではなかった。
実写版に出てくる敵役の中で最も好きなキャラクターは?
尾田:
一番は言いづらいけど…でもバギーが楽しかったです。
VFXの技術がかなり進歩した今、今後実写化されるのが楽しみなキャラクターは?
尾田:
チョッパーです。
初めて完成した本編を見た時、一番驚いたことは?
尾田:
一番は…愛を感じました。「撮影スタッフはみんな『ONE PIECE』が大好きだ」って言ってはくれていましたけど、映像で改めて観て、「ここまで『ONE PIECE』を愛してくれているんだ」というのを感じました。ちょっとした細部に、ここまで知ってるんだという『ONE PIECE』に対しての知識量みたいなものがどんどん見えてきて、それはすごくうれしかったです。
ファンも細部にこだわりますからね。これまで漫画原作からアニメや映画や今回の実写版まで様々な形で展開されてきた「ONE PIECE」ですが、ファンが今なお作品に熱狂し続けるのはなぜだと思いますか?
尾田:
漫画の中でキャラクターを愛してもらおうということに対してずっと努力してきました。キャラクターが好きだから、彼らの次の冒険を見たいと思ってくれているんだと思います。いちいちストーリーで惹きつけているという作品では、なかなかここまで着いてきてもらえないと思うんだけど、麦わらの一味のことをみんなが好きだから着いてきてくれるのだと思います。
そもそも『ONE PIECE』の発想はどこから来たのでしょうか?
尾田:
海賊モノの漫画や海賊がモチーフの作品は、僕が連載を始めた26年前には世の中にほとんど無かったんですよね。当時ハリウッド映画も好きだったから、海賊と名のつく映画は全部観てみたんですけど、全然おもしろくなくて。だけど僕が海賊が好きだっていう気持ちは小さい頃からあって、それを世の中の人に見せたい、僕が海賊を好きな気持ちをみんなに紹介したい、という気持ちで描き始めました。
あまりおもしろくないとおっしゃってましたけど、ハリウッドの海賊映画の中で、これはおもしろいというのはありましたか?
尾田:
連載を始めて6年後くらいに出てきた『パイレーツ・オブ・カリビアン』の一作目が面白かったです。それまで世の中に海賊の資料が全然なかったんだけど、『パイレーツ・オブ・カリビアン』が世界的にヒットしたことで海賊の本がたくさん出版されて、資料に困らなくなりました。
『ONE PIECE』を知らない方に向けて説明するとしたら、舞台というか世界設定はそもそもどこなのでしょうか?
尾田:
どこなんだろうなぁ…。僕が一番簡単に描ける、思いつく風景、いいなと思う風景。風車が回っていて、牛がいて、船が停まっていて。ルフィもそうなんですけど、とにかく最初の島は自分が一番簡単に思いつく、いい雰囲気の島からスタートしました。その他は無国籍だけど、いろいろな国をモデルにしています。
ルフィは様々な困難に直面しながらも、あれほど楽天的なのはなぜなのでしょうか?
尾田:
少年漫画の主人公ということもあり、物語を暗くしたくないというのが僕のテーマのひとつだから、彼が主人公であることでどんな深刻な事態も楽しく描けます。
ゾロが三刀流なのはなぜ?
尾田:
日本で一番強いと言われている宮本武蔵という剣士がいるんですけども、その人が二刀流なんです。その人より強くするために、子どもの発想でもう一本増やしただけです。
サンジが足技しか使わないのはなぜ?
尾田:
キャラクターというのはそれぞれ確固たるポリシーがあるんですけれども、料理人である彼が闘うときにどうするだろうと考えたときに、やはり(料理をするのに)大事な手は守るんじゃないかと考えて、自然に生まれた戦闘態勢ですね。
ウソップがパチンコを使うという発想はどこから来たのでしょうか?
尾田:
怖がりだから、彼はまず遠くから攻撃する武器を選ぶだろうと。彼の育った村の環境を考えると、ピストルは危なすぎるし、パチンコがちょうどいいかな、と。キャラクターを踏まえて戦闘スタイルも考えています。
ナミの髪がオレンジなのは、みかん畑と関連するのでしょうか?
尾田:
当時の漫画界やアニメ界にオレンジ色の髪の女の子がいなかったから。何かと被るのが一番良くない。
『ONE PIECE』がファンタジー作品というのは分かりつつ、時代設定ってあるのでしょうか?
尾田:
大航海時代はモデルにはしていますが、科学の発展ひとつとっても、「こういうきっかけがあればこれぐらいの科学技術はあったんじゃないか」とか、ファンタジーだとしても自分の中での理屈は通しているつもりです。あと、不思議なことは悪魔の実という一点だけ、そういう世界観です。ロボットとかをつくる人たちは出てくるんですけど、偶然飛行機だけは思いつかなかった世界です。
『ONE PIECE』について全く知らない人に「ONE PIECEとは何?」と聞かれたらどう答えますか?
尾田:
(笑) 冒険の果てに手に入れた仲間やその経験が宝になるというようなオチではないということだけ言っておきます。
Assista agora a ONE PIECE: A Série. Confira também o encontro de Iñaki Godoy com Eiichiro Oda no vídeo acima.
Entrevista original de Phillipe Thao.













































































