





“Tenho a sensação de que todo mundo e mais um pouco tem uma opinião sobre mim. Eu sabia que as pessoas reagiriam nas redes sociais, porque tenho personalidade forte. Só não imaginava que seria algo tão polarizado”, conta Ciara ao Tudum, sobre sua jornada em Casamento às Cegas: Reino Unido.
De todos os nomes no grupo das cabines da temporada 3, talvez ninguém tenha gerado mais polêmica do que Ciara. A instrutora de Pilates de Londres deixou seus critérios claros desde o primeiro dia, bateu de frente com Jack em Ibiza e, de alguma forma, acabou envolvida no triângulo amoroso entre Joseph, Francesca e Chevanique. Ela só estava tentando proteger as outras mulheres, como uma verdadeira amiga, ou será que agiu com más intenções?
O Tudum conversou com Ciara para entender por que ela se envolveu em conversas que, tecnicamente, não diziam respeito a ela, qual foi o verdadeiro motivo por trás de suas expectativas financeiras elevadas em relação aos parceiros, e como tem sido assistir a uma versão de si mesma de um ano atrás depois de ter amadurecido.
Como tem sido para você desde que a série estreou?
Ciara: Olhando para trás, percebo uma diferença enorme entre quem eu era na época e quem sou agora. Quando olho para aquela garota nas cabines, penso: “Meu Deus”. Consigo ver o quanto ela estava sozinha. O que eu provavelmente não esperava era que as pessoas tivessem tantas opiniões sobre tudo.
A reação nas redes sociais mudou sua maneira de enxergar sua própria história, para melhor ou para pior?
Ciara: As pessoas conseguem pegar qualquer coisinha e transformar em algo enorme. É até engraçado rever a discussão com Jack, que nem é bem uma discussão. É mais uma conversa acalorada, porque tudo é tão educado. A gente não se xinga, não grita um com o outro. É tudo tão tranquilo.
Olhando para o todo, ninguém fez nada grave. Precisamos lembrar quem a gente é, quem está do nosso lado e que as pessoas que mais nos conhecem continuam nos amando e apoiando. É a isso que estou me apegando.

Falando na conversa com Jack em Ibiza, como você a vê hoje? Gostaria de ter lidado com algo de outra maneira?
Ciara: Jack e eu somos bem parecidos no sentido de sempre querer dar a última palavra. Se aquela conversa acontecesse hoje, eu só diria: “Beleza, tudo bem. Você se sente de tal jeito, eu me sinto desse jeito. Vamos seguir em frente com nossos parceiros”. Porque nós dois sabíamos que tínhamos uma conexão muito mais forte (eu com Ajay, e Faye com Jack), nunca teve a ver com sentimentos um pelo outro.
Para mim, a questão era fazer com que ele admitisse que tinha ido à sala de convivência e falado que eu tinha dito que o considerava minha primeira opção. Esse era o problema, porque foi o que deixou Ajay chateado. Ajay chegou a dizer uma hora que aquilo o fez pensar em deixar o experimento, o que, é claro, teria prejudicado totalmente o nosso relacionamento. Eu só queria que Jack fosse sincero e pedisse desculpas.
O que você achou do comentário de Jack sobre o último encontro de vocês ter sido “chato”?
Ciara: Achei que foi uma coisa bem desnecessária de se dizer, mas não, eu não levo para o lado pessoal. Sei que ele não estava dizendo que eu sou chata e que só estava se referindo ao encontro. Mas, claro que, na época, ele estava tentando me provocar.

Dentro e fora das cabines, você fez questão de manter as mulheres informadas sobre possíveis inverdades que os homens estavam contando. Primeiro, conversando com Faye sobre Jack e, depois, com Fran sobre Joseph. Pode nos contar o que passou pela sua cabeça nessas situações?
Ciara: No caso de Faye, falar sobre a carta de Jack foi só uma questão de contar a ela o que ele tinha me dito. A gente era muito transparente sobre o que acontecia nos nossos encontros porque percebemos bem cedo que ele dizia uma coisa para uma e outra coisa para outra. Com Jack, o melhor era garantir que as informações estavam sendo compartilhadas.
Da mesma forma, com Francesca, é óbvio que conheci mais o lado de Chevanique do que o de Francesca sobre o relacionamento dela com Joseph. Eu sabia o quanto a conexão entre os dois era forte, porque Chev não iria atrás de alguém se não tivesse motivo para isso. Ela é uma mulher muito determinada, e Chev sentia que a conexão dela com Joseph era forte o bastante para valer a pena voltar e conversar com ele.
Quando o assunto surgiu com Cuba, foi mais natural do que deve ter parecido. Sei que as pessoas questionam por que eu não fui falar diretamente com Fran. Eu sabia que Cuba e Francesca eram superpróximas e, sinceramente, não achei que seria algo tão importante. Talvez, por ingenuidade, eu não imaginasse que Joseph ficaria tão chateado com isso.

O que você diria a quem acha que você agiu de má-fé?
Ciara: Fiquei um pouco surpresa por haver um consenso tão grande nas redes sociais de que eu estava agindo de má-fé ou sendo maldosa. Eu não estava ali para causar, por mais que tenha parecido que eu estava muito ocupada me metendo na vida de todo mundo. Mas, primeiro, eu nunca falei nada que não fosse verdade e, segundo, minha intenção nunca foi me intrometer.
O que está por trás disso é que já fui muito magoada no passado por homens realmente desonestos. Já fui traída e já vi isso acontecer várias e várias vezes com minhas amigas. Meu ex chegou a dizer, literalmente, que estava vivendo uma vida dupla. Eu fico impressionada que os homens fazem essas coisas absurdas e loucas, olham nos nossos olhos, dizem uma coisa e fazem exatamente o oposto. Então, pensei: “Precisamos ter certeza absoluta de que sabemos com quem estamos nos casando. Vamos cruzar todas as informações que surgirem”. E eu tinha essas conversas de vez em quando antes de chegarmos ao altar.

Era claro que sua conexão com Ajay era fortíssima, mas houve um momento, logo que vocês foram morar juntos, em que parecia que vocês talvez não fossem chegar ao altar. Na sua perspectiva, o que aconteceu?
Ciara: Assim que entramos no apartamento, já comecei a me autossabotar. Parecia que tudo aquilo talvez fosse bom demais para ser verdade. Por que esse homem era tão incrível? Com certeza tinha alguma coisa errada com ele. Eu estava fazendo um pouco de propósito ali.
A discussão que tivemos foi tão boba, mas eu reagi colocando tudo para fora. Claro que eu estava completamente carente de atenção e fazendo tempestade em copo d'água.
Aquela noite que passamos separados fez muito bem para nós e colocou tudo em perspectiva. A partir daquele momento, baixei completamente a guarda, porque, àquela altura, ele já tinha visto o meu lado bom, o ruim e o pior. Então, pensei: “Bom, essa sou eu. É pegar ou largar”.
Outro assunto que continua vindo à tona são seus padrões para possíveis pretendentes, particularmente no que se refere a dinheiro.
Ciara: O que eu disse é bastante ousado, e acho que as pessoas vão pegar certas partes e tirar suas próprias conclusões. Para deixar claro, o encontro de 15 mil libras foi uma vez na vida, e eu jamais pediria para alguém gastar esse valor comigo. E o gasto mínimo de 300 libras é para o primeiro encontro, não para todos os encontros nem todos os dias.
Um ponto importante a se considerar é que estabeleci padrões elevados porque, antes, eles eram muito baixos. Eu investia muito tempo em homens — tempo, amor, dinheiro — e não recebia nada em troca. Então, pensei: “Bom, alguma coisa não está funcionando. O que eu posso fazer?”. Se alguém quiser de fato passar um tempo comigo, que invista tempo em mim de verdade. Se eu passo muito tempo me arrumando para esses encontros, por que eles não deveriam dedicar algum tempo para planejar e pagar pelo primeiro encontro?
Claro que é preciso entender isso sem levar tanto ao pé da letra. Não vou tirar uma maquininha de cartão nem pedir um depósito. E acho que cada mulher deve ter sua própria versão disso, como pedir flores toda semana ou esperar que o homem vá buscá-la no primeiro encontro. Não acho que esses padrões sejam exagerados. Com certeza existem homens por aí que fariam isso se quiserem.




































